Queria agradecer muito pelos comentários que recebi de incentivo pra continuar com o blog. Acho que a gente não imagina que outras pessoas leiam mesmo o que a gente escreve, né?
Esses dias, eu estava com um turbilhão de coisas na cabeça, pensando se valia a pena mesmo fazer uma pós graduação, se valia a pena adiar a maternidade por mais uns anos, e logo em seguida achei que por outro lado eu nem estou preparada mesmo pra ser mãe, e etc. e assim foi vindo um montão de dúvidas, e eu não sei porque tive o ímpeto de jogar no google um monte de palavras, tipo: maternidade + depois dos 30 + profissional + hora certa (!) e sabem que fui cair num blog com um montão de comentários super interessantes, de histórias de mulheres que tiveram filhos quando quiseram sem ligar pra vida profissional, e de outras que fizeram o contrário? São tantas histórias, tantos caminhos diferentes.. e acho que o mágico da vida é isso! Pena que a ansiedade excessiva torne as escolhas sempre tão doloridas e difíceis, porque a gente sempre fica pensando demais no "depois", no amanhã, e esquece de aproveitar o agora.
Entre a semana de Natal e ano-novo, meu chefe me deu merecidos dias de folga.. e eu fiquei contando os dias para que eles chegassem porque estava exausta física e mentalmente. Mas quem disse que quando chegaram, eu consegui relaxar? Pelo contrário, fiquei mais e mais ansiosa, como não tinha ficado o ano inteiro. Ainda bem que tenho um marido que já está vacinado contra isso, e me puxou de volta pra terra. No final, fui aos poucos me soltando e me permiti descansar um pouquinho!
Ainda não deu tempo de fazer a listinha de objetivos pro ano que vem, embora esteja tudo na minha cabeça. Mas duas coisas que eu tinha colocado como metas pra mim mesma e fiquei orgulhosa de cumprir ano passado, eu gostaria de compartilhar aqui:
- a primeira foi deixar de tomar remédios pra ansiedade. Nem sei como consegui, mas estou sem eles há uns seis meses, e tenho lidado bem. Não sou contra remédios, eu acho que são necessários e muito úteis pra quem sofre com ansiedade ou qualquer outro problema. Mas eu queria muito não ter que tomar mais.. não ter que gastar esse dinheiro, não ter que ir ao médico pra pegar uma receita.
- a outra foi ler mais de 4 livros por mês. Eu li 50 e no próximo ano vou tentar bater essa meta. Leitura dinâmica é o máximo né?
Acho que o primeiro item da minha lista de 2011 será não me cobrar tanto. Será que consigo?
3 comentários:
Oi Larissa!
Adorei seu comentário no Mãe de Duas sobre a mulher no mercado de trabalho! Acho que esse é um assunto que interessa a todas nós, independente de sermos mães ou não.
Deixei uma respostra pra vc lá no blog mesmo porque achei pertinente com a discussão do post.
Um beijo
Priscilla
mae-de-duas.blogspot.com
Eu de novo...
E de novo achei demais o que vc escreveu e os exemplos que vc deu. Que super sua mãe, hein?
Só faltou a gente abrir uma cerveja e discutir longamente sobre as escolhas da mulher, o que é justo, o que é feminismo, pedir mais outra cerveja e chegar à conclusão (ou não) que oh yes! esse é um mundo machista. hehehe!
Pretendo voltar a esse assunto lá no blog.
Obrigada pelos inputs.
Bjs
Priscilla
Oi, Larissa,
Adorei suas reflexões lá no Saco de Farinha. Vivo uma situação parecida com a sua: tenho duas graduações em excelentes universidades públicas, sou fluente em três idiomas além do português e amo estudar. A diferença é que não gosto do meu trabalho, onde eu não posso fazer o que sei de melhor (traduzir). Outra coisa que me incomoda demais é a jornada integral e inflexível. Enfurnada aqui o dia todo e fazendo trabalho burocrático, a gente acaba emburrecendo. Meu emprego é estável e paga muito bem, mas decidi que vou deixá-lo depois da minha próxima licença maternidade. Vou tirar Emília do período integral e ela ficará na creche só um turno. Quando meu segundo filho tiver entre 7 meses e 1 ano, ele também vai pra creche meio período. Usarei esse tempo pra estudar e começar um mestrado (já está tudo engatilhado na unb), e depois pretendo dar aulas e traduzir em casa, tudo em tempo parcial. A outra metade do dia será sagrada, dedicada aos meus filhos até sua adolescência.
Beijos.
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