Mesmo assim, como vou pro trabalho de busão e adoro ler antes de dormir, consegui ler um livrinho nesse último mês (Agosto), e agora estou lendo outro:

Li "Crónica de una muerte anunciada", do Garcia Marquez. Já li outros livros dele, como O relato de um Náufrago (em Português), Las aventuras de Miguel Littín clandestino en Chile (em Espanhol), e Memórias de minhas putas tristes (em Português) - o único do qual eu não gostei.
Os três primeiros tem um tom jornalístico, até porque ele foi jornalista.. e o que eu mais gostei foi o do Miguel Littín. Todos esses são histórias reais, a não ser pelo "memórias de minhas putas tristes", que alguns dizem ser autobiográfico.
Adorei "Crónica de una muerte anunciada" por vários motivos. Primeiro porque ele escreve muito bem - não é à toa que ganhou um Nobel pelo conjunto da obra.
Segundo porque apesar de ter uma certa dificuldade em FALAR Espanhol (não consigo falar o "rr" direito), acho uma língua belíssima, que consegue traduzir sentimentos de um jeito que nenhuma outra consegue - e olha que eu adoro o Português também.
Por último, a história é narrada em tom de documentário, e obviamente como o título diz, há um crime. O único porém é que o livro deixa um mistério sem resposta, e vou dizer, isso me deixou muito, mas muito brava!
Mesmo assim, vale a pena. Ainda tenho um livro do Garcia Marquez que trouxe de uma viagem, mas esse ando com uma baita preguiça de ler, comecei e parei várias vezes, e chama "El general en su labirinto".. e também queria ler O amor nos tempos de cólera.. mas sem data prevista.
Enquanto o bendito livro da Patricia Cornwell não sai, eu comprei 3 livros pra ler, e o primeiro que estou lendo é o "Eat, pray, love", da Elizabeth Gilbert (acho que o livro em Português está na lista dos mais vendidos, chama "Comer, rezar, amar". Estou gostando muito, mas ainda não terminei.
Tem tudo a ver com esse meu momento indecisão, de não saber o que quer da vida direito..com a diferença que a autora tem trinta e poucos anos e depois reavaliar sua vida e colocá-la de cabeça para baixo, resolve fazer uma viagem para a Itália, Índia e Indonésia, como se fosse um sabático.
Inveja!!! rsrs
4 comentários:
Ih, pelo jeito essa crise de identidade que começa aos 20 e poucos anos é geral! Eu comecei assim e acabei largando minha profissão depois de 7 anos de estudo (graduação e mestrado)! Hoje trabalho numa área nada a ver, mas ganho mais. Ainda tô pensando em largar tudo pra virar maquiadora... hehehehe
Eu tenho bacharelado em Ciências Biológicas e mestrado em Biologia Molecular. Sempre fui bolsista do CNPq durante minha graduação e mestrado, então essa era minha única "experiência" de trabalho. Quando defendi o mestrado, em seguida meu orientador me ofereceu outra bolsa pra trabalhar como coordenadora de um laboratório de sequenciamento de DNA. Como era mais uma coisa de "emprego" do que acadêmica (apesar de ser bolsa), aceitei pq achei que mudaria alguma coisa... acabei largando e fui trabalhar de recepcionista num hotel! E só consegui pq tenho inglês fluente... trabalhei como recepcionista turnante por 7 meses (um dia das 7 as 15hs, outro das 15hs as 23hs e outro das 23 as 7hs!!!) e hoje trabalho como secretária executiva bilíngüe. Não gosto do que faço, mas paga bem e me sinto muito melhor do que na profissão de bióloga. É uma empresa de importação/exportação bem pequena e não exige muito pelo que paga; a droga é o horário! Só por isso ainda não me inscrevi no curso de maquiadora no SENAC, não dá tempo de sair daqui e chegar lá! ui, agora vi como ficou longo! Sorry! hehehe bj!
Ah, e esqueci de comentar que enquanto eu tô no emprego atual, tô aproveitando pra economizar, ajeitar minha vida e pensar no que fazer daqui pra frente. Mas eu não sinto que joguei tempo fora com esses 7 anos de estudo + empregos, pq eu não teria a cabeça que tenho agora se não tivesse passado por tudo isso.. ;-) E foi MUITO IMPORTANTE o apoio do meu marido durante tudo isso!!!
Que bom que meus comentários foram úteis! Se quiser conversar mais, pode mandar um email, viu? galochasroxas@gmail.com
Pq eu sei exatamente como é se sentir assim... :-D Ah, e só me aceitaram nesse emprego de secretária pq a ÚNICA exigênica era inglês fluente escrito e falado, mas fiz a entrevista sem muita esperança pq nunca tinha trabalhado de secretária! Fique sempre de cabeça aberta pras possibilidades que forem surgindo. bj!
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